terça-feira, setembro 10, 2013

Amor Dói - meio de caminho

Algumas vezes, almoçava com meu pai.
Aquele escritório moderno, com lâmpadas fluorescentes e nada daqueles livros feiosos que apenas tinham lombadas falsas para guardar a bebida. A principal função do meu pai era conversar com pessoas que visitavam o escritório dele, então nada de muito suntuoso, mas ainda assim uma ou duas peças divertidas para distrair os mais tensos.
Me sentava numa mesa menor, levava meu dever de casa, e quando terminava ele me deixava mexer na máquina de escrever. IBM 6873. Eu achava ela uma peça de tecnologia dos deuses. Descobri uma vez que, por mais rápido que eu batesse nas teclas, ela conseguia escrever no papel cada um dos botões que eu pressionava. Eu comecei a tentar digitar adequadamente, sem bater ao acaso, mas o mais rápido que eu pudesse.
Numa tarde dessas, quando os bancos começavam a ficar mais vazios pelo advento do caixa eletrônico, eu estive com meu pai numa agência bancária. Eles tinham a mesma máquina numa mesa anexa à do gerente, onde uma moça muito bonita estava ocupada.
Rapaz, não tem como eu te dizer o que era bonito naquela época. Imagine que o melhor ar condicionado diminuía a temperatura lá de fora em cinco graus. Imagine que desodorante que durasse até depois do almoço "fazia milagres". Homem responsável mantinha um bom bigode, e limpo. "Sorriso branco" incluía até 90% dos dentes da frente, e eram só menos amarelados.
Mas lá estava, uma moça de seus vinte e poucos anos, vestido discreto, cabelos levemente ruivos, sardas no rosto, usando uma 6873.
Incrivelmente, consegui me aproximar dela. Surpreendi quando falei da máquina, e não de algum aspecto físico da moça. E notei que ela não parava de digitar para conversar. Meu pai e o gerente conversaram por dois minutos, e quando percebi estávamos de saída. A secretária se despediu de mim, apertou minha mão e conseguiu colocar lá dentro um papel com sete dígitos e um nome.
Foi assim que conheci Sônia.
Voltei com meu pai para o escritório, ainda pensando no papel que ela me deu. Seria possível que aquilo fosse um telefone? O dela? Mas porque? Minha mente, sem entender o que aconteceu, divagava, e nisso me vi pensando em digitar que nem ela, enquanto conversava e olhava para os lados, sem notar o que minhas mãos faziam.
Andávamos pela Rio Branco, e os ônibus passavam pasmacentos, mas eficazes. Fiquei muito tempo imaginando se cruzei sem saber com Nelson Rodrigues, ali nos arredores da Rua da Ajuda. No sinal, comentei com meu pai que não entendia como as cores mudavam.
– É por tempo, meu querido. A luz verde fica uns tantos segundos acesa, aí se apaga para dar lugar à luz vermelha, que nos deixa passar.
– Sim, pai, mas como funciona naqueles filmes de lá de fora, que ainda tem um sinal para os pedestres?
Meu pai pensou um pouco. De fato, nossos semáforos daquele tempo eram algo de pitoresco: um quadrado listrado de branco e preto, com uma luzinha verde-amarelada e outra vermelho-alaranjada. A tinta dos vidros do semáforo não eram tão uniformes como passariam a ser depois. Ainda tinham uma espécie de quepe, um protetor para não pegar chuva e as pessoas poderem ver de fato qual estava acesa.
Tinha um funcionário da prefeitura que era responsável por passar um pano e limpar a poeira preta do monóxido de carbono que se acumulava no vidro, duas vezes por mês. O mesmo que se responsabilizava por limpar os azulejos das paredes dos túneis.
– Não sei, filho, mas acho que o interruptor de tempo que tem perto das luzes do semáforo devem ficar no poste, aí elas passam energia para o vermelho de parar os carros, enquanto coloca o verde para os pedestres andarem.
Olhei de novo para o nosso sinal. Não tinha postes presos à ele. Eram fios que vinham da rua. O mecanismo todo tinha que estar dentro daquela caixa listrada, lá no alto.
– Mas então aqui temos uma obra de engenharia, com aquela caixa pendurada lá no alto segurando luzes, relógio, temporizador, tudo junto!
– Isso mesmo, filho! Um engenho à vista de todos, e invisível para a maioria.
Parecia que ele estava orgulhoso de mim.

quinta-feira, setembro 05, 2013

Gênio do Mal

de Charles Baudelaire
Gostavas de tragar o universo inteiro, 
Mulher impura e cruel! Teu peito carniceiro, 
Para se exercitar no jogo singular, 
Por dia um coração precisa devorar. 
Os teus olhos, a arder, lembram as gambiarras 
Das barracas de feira, e prendem como garras; 
Usam com insolência os filtros infernais, 
Levando a perdição às almas dos mortais. 

Ó monstro surdo e cego, em maldades fecundo! 
Engenho salutar, que exaure o sangue do mundo 
Tu não sentes pudor? o pejo não te invade? 
Nenhum espelho há que te mostre a verdade? 
A grandeza do mal, com que tu folgas tanto. 
Nunca, jamais, te fez recuar com espanto 
Quando a Natura-mãe, com um fim ignorado, 
— Ó mulher infernal, rainha do Pecado! — 
Vai recorrer a ti para um génio formar? 

Ó grandeza de lama! ó ignomínia sem par. 

Charles Baudelaire, in "As Flores do Mal" 
Tradução de Delfim Guimarães 
Extraído do http://www.citador.pt

terça-feira, agosto 20, 2013

Pobrezinha!

Vi a indignação da coreógrafa Débora Colker contra a discriminação e o preconceito que sofreu seu pobre netinho. Lembrei rapidamente daquele joguinho de erros da Cissa Guimarães. E em seguida, fico vendo o povo proibido de entrar nas câmaras de Deputados e Vereadores pra gritar que tudo em volta está errado.
Vocês não estão vendo nada de errado não? Toda essa história pertence a uma mesma palhaçada, e a primeira responsável que eu chamo aqui é a dona Cissa Guimarães.
Perdeu um filho. Sinceramente, não desejo essa dor nem mesmo à mãe do Sarney. Mas perdeu, porque? Porque o guri foi brincar no canteiro de manutenção do túnel. Podia? Não. Foi orientado? Não. Morreu em decorrência dos equipamentos? Não também. Morreu porque um outro moleque também queria brincar. Longa sequência de perguntas simples, vou resumir: isso ia aparecer no mainstream como fato relevante se não tivesse a celebridade no meio?
Sinceramente, eu repreenderia a Gol por exigir o atestado de saúde, somente dentro do vôo. O Governo brasileiro assinou normas internacionais de vôo, que impedem por exemplo um passageiro com doença aparente de embarcar sem um atestado com firma reconhecida. Rezo para que a zelosa avózinha da criança não tenha incorrido na besteira de esconder os ferimentos da triste e rara doença que acomete o infante, durante o check-in. Isto remeteria à má fé.
Na verdade, se você olhar com cuidado as normas para viagem de elevador, também é proibido entrar em um sem um atestado. Ou mesmo ir à praia. Ou à creche.
Eu passei a minha infância com uma patologia bem menor que essa, acredite se quiser uma mera dermatite seborréica, ou caspa. No meu caso era bem aguda, e escorria por trás das orelhas. Fedia. Deixava placas de pele em carne viva. Cheguei a passar remédio de cachorro pra ver se melhorava, tanta vergonha e piada tive de aguentar. Raspei a cabeça. Pior, não tinha nem mesmo uma parente desinformada pra fazer discurso na mídia. Minha própria família ria das minhas queixas.
Agora, conforme a própria Débora disse, o neto dela passou, sim, por um constrangimento: não se pôs ela, figura pública e portanto capaz de influenciar a opinião pública, no lugar do próximo. Fosse eu lá, ao seu lado, com uma pereba estranha no rosto e tossindo, tocando braço com braço, duvido que toda essa indignação em defesa da criança fosse aparecer. A criança que se foda, pensaria ela e a maioria dos importantes. Longe de mim com essas perebas.
Eu estou com esse longo discurso dizendo uma cosinha só. Todos vocês, que pularam de pernas abertas pra reclamar que a norma internacional de aviação foi burra e preconceituosa, todos vocês que aceitam que a Débora é cidadã de primeira classe e merece tratamento à altura, eu tenho certeza que cada um de vocês devem estar indignados com o manifesto na casa do governador Sérgio Cabral. E eu queria poder bater em cada um de vocês, por me tornar, com sua defesa, um cidadão de segunda ou terceira classe. Por me excluírem, ao aceitarem o discurso dela no rol do plausível, de uma sociedade equânime.
São vocês que ensinam ao PM, conforme visto hoje no noticiário, que "devogado é otoridade".São vocês que ensinam ao deputado, que o povo não pode atrapalhar a assembléia da câmara com seus protestos. São vocês que dão audiência ao Adriano quando ele é pegador e baladeiro. Agora que ele precisa de patrão, vai lá ver que anjinho magro, né?
Pobrezinha da ética. Tão pelada, tão perdida...

terça-feira, agosto 13, 2013

Jynx


Sonhei com um animal que eu mesmo chamei de Jynx. Já vi esse termo ser usado com muita frequência para se referir a sorte questionável. Mas nesse meu sonho, jynx era uma espécie de gato doméstico, mas com uma padronagem de pelo contendo mais círculos.

Eles pareciam ter o mesmo tamanho e porte do gato doméstico, mas a cauda e as orelhas eram mais longos, assim como os membros dianteiros. Estes membros ficavam bem retraínas laterais do corpo, mas sem nenhum aviso podiam se abrir em asas! Gatos que voam!
Quando der, desenho pra vocês.

sexta-feira, março 01, 2013

Mestre dos magos no inferno

Todos os banquetes dos quais provei pequenas colheradas, indo-me apressado adiante, adiante, adiante.
A fila anda pra mim. Mas não comigo.
Minimizando os estragos, encolhendo a receita, agilizando o presente para garantir algum futuro.
O olhar de despedida, que antes explicou tudo, que sentia muito, que nada podia ser feito – volta a dizer as mesmas coisas, com as mesmas razões insinuadas.
Se eu revivo uma história, é porque fui burro demais da primeira vez. Não se revive o que já se viveu inteiro.

domingo, fevereiro 03, 2013

Porque às vezes, amigo, dá merda.


Se a gente olha uma situação diferente assim, de primeira, um cara que nem eu pode se sentir excluído. Mas eu nunca fui de olhar rapidinho pra nada.
Disciplina é liberdade; compaixão é fortaleza. Ter bondade é ter coragem.
E deixar por conta própria quem você ama, é o verdadeiro e único amor nessa vida boteco pé sujo.
Eu tenho amigo que é forte na vida, e chamo ele de Vitor.
Eu tenho amigo que tem a força necessária, e chamo ele de Marcelo.
Mas eu aqui, sou forte de alma, nunca me neguei esse direito. E um cara que nem eu ensina e torce. Abre o coração e espera aquele dia especial em que não vai tomar uma facada. Porque, de verdade, foda-se quantas vezes te sacanearam, o importante é quando for a pessoa certa, você ainda estar lá por ela. Mesmo que ela não esteja esperando isso de você.

terça-feira, agosto 21, 2012

Random thinking (if that's possible for me)

Sete pecados capitais, cada um custa a sua cabeça. Você pode achar formas novas de cometer velhos pecados. Os joguinhos, os joguinhos todos de Facebook e derivados, eles podem te ajudar com a sua avareza e cobiça, fornecem novas gramas mais verdes em novos vizinhos. Você pode ter novas gulas, novas glutonias, e devorar livros que enchem sua cabeça e jamais te levam praquele mito poderoso que irá curar sua nação.
Povo de Canaã, aceite o Pilão desta Capital!
Em algum momento que é memória, portanto já passou, admito que minha memória é sem distinção da passagem do tempo. Ontem e na infância são a mesma coisa, o que no meu caso faz um sentido especial. Mas aí ouço em resposta que essa é uma das características da psicose. Que eu pensava que tinha a ver também com gostar das coisas sempre na mesma ordem.
Toc, toc.
Minha nave está à deriva, combustível demais e propulsão de menos. Falta o navegador falar alguma coisa. Malditos, malditos mapas, eles sempre são confusos de entender. Mas ainda bem que eu sou o capitão. Quem tem que ficar nervoso com a falta de rumo sou eu. E eu já me acostumei a ser de Peixes.
O problema de ser amigo dos monolitos é que você começa a entender a manha deles. Eles parecem lapidares, mas nunca foram. Mudam de idéia mais do que patricinha bulímica na Gávea. Elas sim, se você quer saber, elas sim são determinadas. Apesar de se renderem a uma vaidade de serem nada, cada vez mais nada, cada vez mais vazio ao redor delas, elas ainda assim tem mais coisa na cabeça do que a gente pensa. Mas a cabeça também rola, no capital dos pecados.
Ainda bem que eu não fui, mas queria ter ido. Se tivesse ido, não estaria onde precisam de curativos. Emergência, emergência, onde eu posso sedar a arrogância?
Eu já senti a pata do leão me guardar antes. Pra depois. Ainda estou aqui, mas até quando? E esse pavio, qual a regra dele? Tão curto, mas tão curto, e ainda assim sempre está a meio caminho de terminar.
Até que um dia termina, e você descobre que o arqueiro do paradoxo é você.

quinta-feira, agosto 16, 2012

Desculpas

Eu nunca culpei. Nem vou culpar. Ninguém.
Depois de um tempo, com o nível de compreensão certo, podemos simplesmente entender que nossas ações são responsáveis pelas consequências. O mundo não é, perceba, tão simples. Histórias de séculos atrás ainda tem influência nos eventos atuais. O que aconteceu ontem não tem a menor importância, por outro lado. Nenhum peso é absoluto, tudo depende do observador. Se o observador for eu, a minha decisão é me responsabilizar por tudo. Até onde minha vista alcança, a culpa é minha e eu vivo assim.
Pode parecer triste, a mentalidade de um deprimido. Mas aí vai o segredo: não me arrependo de nada, e na medida do meu possível, as histórias que passam por mim ficam amarradas e encerradas. Se não ficaram, ainda que minha culpa esteja lá, é porque não pude fazer mais nada. Portanto, não me arrependo de quase praticamente nada.
Apostei, por exemplo, uma caixa de cerveja num relacionamento. Na hora parecia divertido, porque eu tenho essa vaidade de ver no futuro. E eu achei genuinamente que ninguém se machucaria, que tudo seria uma espécie de "polícia e ladrão" de adultos, uma farra. Hoje eu me envergonho de ter feito isso.
Essa é uma das raras vezes que guardei arrependimento. Tiveram outras. Até bem piores. Droga, eu erro. E daí?
Por muito tempo na minha vida eu tentei montar meu time. Não as pessoas perfeitas, mas aquelas que tinham o que eu não tinha. Crente que basta informar seu intento, e ser compreendido, eu me comunico com todo mundo, conto meus planos, me preparo. Luto o tempo todo pelo que eu quero, e não pense que desejo ser feliz - quero apenas ser dono dos meus problemas.
Não quero ser culpado do que os outros decidem jogar nas minhas costas. Não quero carregar ninguém. Não quero parecer um morador de vilarejo de videogame, que está sempre disposto a ajudar qualquer um que passe pela porta.
Quero ter minha família, passar uma chave na porta e respirar. Enquanto o mundo fica lá fora. Fora do meu endereço.
O que eu não aguento é perceber que a insegurança dos outros tem que ser jogada na minha cara. Eu já tenho minhas dúvidas. Eu já tenho meus aborrecimentos. Eu já compartilhei o que era só meu. Vai cuidar da sua vida.
Eu não quero é conviver com pessoas que me irritam profundamente, esbravejam suas verdades na minha cara, interrompem minhas respostas. E quando eu finalmente perco a paciência, de dois em dois anos, e tomo uma atitude, não fiquem choramingando pelos cantos, querendo fugir do monstro.
Não quero aquele olhar imbecil de ignorância, como se eu tivesse simplesmente ficado louco de repente, e o que passou há cinco minutos ser esquecido pelo benefício de uma vítima de ocasião.
Não quero os conhecidos me olhando como se eu fosse o pior ser humano, me encarando como se imaginassem de que maneira aquele homem civilizado se torna um doente mental que ataca sem razão, porque ao meu redor tudo que eu crio é opressão e desgraça.
E se não puder ser assim, então paciência. Vou embora. E nesse dia, desculpe, não vou me arrepender.
Cansei de ser idiota.

quarta-feira, junho 20, 2012

Pára esse táxi que eu tô perdendo honra!

Eu nem conseguiria imitar o jeito que meu amigo fala. Eu só sei dele que é o estúpido mais gentil do mundo. E que tudo que ele fala tá sempre um pouco mais pro lado esquisito do que você esperava.
Enquanto bons amigos dizem

Eu e meu amigo, que eu batizei de Ryu, mas já foi Mozart com bermuda havaiana, falamos assim
e não tamos nem aí.

Quem não gostou, que durma no beliche de baixo.

quarta-feira, junho 13, 2012

Educação e você, nada a ver

Encontrei essa citação do Chris Hedges no Facebook,
e resolvi adicionar como primeiro recadinho do chalkboard.
Li essa citação do Chris Hedges, e tomo a liberdade de citar a minha própria tradução pra fazer alguns comentários.
Compramos a idéia de que educação é sobre treinamento e "sucesso", definido monetariamente, mais do que aprender a pensar criticamente e questionar.
Quando ele fala que nós compramos, é isso mesmo, o primeiro problema com a educação é que toda ela virou uma compra de conhecimento. Eu compreendo que existe a necessidade de se pagar pelo estudo, e aceito que uma instituição de ensino precise funcionar com dinheiro. Mas não entendo o abandono que o processo de pensamento apresenta nos dias de hoje.
Não podemos nos esquecer de que o principal objetivo da educação é produzir mentes, não carreiras.
Com tantas diversidades no pensamento hoje em dia, seria de se esperar que a matriz básica, o feijão com arroz de todos os estabelecimentos de ensino fosse produzir em nós as dúvidas. Como ter dúvida, como debater as dúvidas, como encontrar respostas. Muitos problemas que passamos no dia a dia seriam muito fáceis de se superar com a tolerância gerada pelo verdadeiro diálogo.
Uma cultura que segue atentamente a interação vital entre moralidade e poder,
Porque nós ficamos obcecados, e faz tempo, com o progresso da capacidade de registro e o regresso do conteúdo. Pensa nisso assistindo A Fazenda, o BBB, o Brasileirão ou a classe média se assassinando.
que confunde técnicas de gerência com sabedoria,
Pense bem, porque afinal existe uma faculdade de Administração? Quando você vira Administrador do Comitê Gestor de Gerências, isso melhora qual parte daquilo que você é?
que falha em entender que a medida da civilização é sua compaixão
 E isso infelizmente não significa fotos de gatinho com mensagens legais, juro, isso tá mais pra prestar atenção nas coisas que você faz.
e não sua velocidade ou habilidade para consumir, condena-se à morte.
Super bacana você ter conteúdo visível no google, porque tem resenhas bacanas sobre produtos, e aí poder anunciar no seu espaço porque tem audiência o suficiente, mas em que exatamente isso melhora o ser humano que você era?

Atualização

 Na última vez que escrevi neste blog, estava me despedindo de Denise. Uma vida inteira pensando se poderíamos ficar juntos, e o tempo que t...